Vc se considera

sábado, 27 de novembro de 2010

no céu e na terra . . .

 

Sono (Poeema)

Vida,


Tediosa existência,

Incessante movimentação,

Eterna dúvida,

Maior dos mistérios



O que senão o sono,

O inibidor dos sentidos,

Para nos desprender daqui,

Oh, sofrido mundo!

O sono é a morte dos que ainda vivem



Para os que dele retornam,

Resta apenas serem tolos

E procurarem a felicidade

Ou serem sábios

E procurarem evitar a dor

Ciclo vicioso, degradante, tedioso



O que senão o sono eterno,

O finalizador dos sentidos,

Para nos tirar daqui,

Oh, sofrido mundo!

A morte é o sono dos que não vivem



Os que para ela foram,

Aqui não mais retornarão

Resta-lhes o nada,

Fazer nada,

Não serem, pois nada são

Nada é!

Não há ciclo

Apenas a degradação completa



Insistentes,

As artes preencherão o vazio de tuas almas

Pobres almas...

Destroçadas pela vida

O sono,

O analgésico para a dor da vida